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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Moisés na escola da oração

 

Moisés na escola da oração

Bom dia pessoal! Que bom estarmos juntos aqui mais uma vez.

Nós estamos trabalhando uma série sobre oração. E estamos falando sobre alguns exemplos de pessoas e orações que marcaram a Escritura, no AT e NT…

Hoje nós vamos falar de Moisés. Um homem de oração que teve a sua vida marcada por um relacionamento íntimo com Deus.

Moisés é o tipo de gente que deixa a gente com o coração queimando demais pela presença de Deus!

Uma coisa que me chama muito a atenção é que Quando a gente lê sobre Moisés a gente aprende que

quando as coisas estão ruins, tudo o que a gente precisa é da amizade, da presença e da glória de Deus.

Me lembro de uma história que a Noel Piper (esposa do John Piper) conta no livro “Mulheres fiéis e seu Deus maravilhoso”

Ela fala sobre uma missionária inglesa que servia na China no século 19. Durante a tomada comunista, 230 missionários e milhares de chineses cristãos foram mortos.

A missionária estava angustiada pra fugir dali. Então uma menina chinesa de 13 anos tentou conforta-la dizendo:

“Missionária, Não se esqueça do que você nos disse sobre Moisés no deserto (referindo sobre a promessa da presença de Deus),

Então a missionária respondeu: “Sim, minha querida, mas eu não sou Moisés. Então a menina respondeu: “sim, missionária, mas Deus ainda é Deus”

Ual… essa é a maior verdade do mundo

O Deus do universo caminha conosco. Ele é nosso companheiro, nosso amigo. Ainda que o mundo inteiro nos abandone, Deus nunca vai. Temos a promessa dele sobre isso. O Emanuel continua presente no meio do Seu povo através de Seu Filho, Jesus Cristo.

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Antes da gente prosseguir com o sermão, gostaria que vocês falassem um pouquinho sobre como vocês sentem Deus em suas vidas. (Pedir para contarem alguma experiência)

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Nas próximas duas semanas eu gostaria de propor um grupo de oração on-line onde todos nós vamos nos conectar no mesmo horário para orar. Não é uma call… vai ser no nosso grupo de WhatsApp.

Todos os dias entre as 22h e 24h
um motivo de oração será oferecido e então você responde com

Na 1a semana
OS MOTIVOS DE ORAÇÃO

1o. dia: por mais relacionamento pessoal com Deus
2o. dia: pela família
3o. dia: pelos amigos e pessoas específicas
4o. dia: por projetos específicos (trabalho, escola, casamento)
5o. dia: pela cidade e nação
6o. dia: pela igreja
7o. dia: orando uns pelos outros

Na 2a. semana, você vai escolher uma pessoa para montar uma dupla de oração e vai orar com/por ela durante toda a semana. Então no domingo 03/09 você vai compartilhar o que você sentiu!

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TEXTO BÍBLICO
Êxodo 33.7-23

Êxodo 33: 7. Moisés costumava montar uma tenda do lado de fora do acampamento; ele a chamava Tenda do Encontro. Quem quisesse consultar a Deus ia à tenda, fora do acampamento. 8. Sempre que Moisés ia até lá, todo o povo se levantava e ficava de pé à entrada de suas tendas, observando-o, até que ele entrasse na tenda. 9. Assim que Moisés entrava, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com Moisés. 10. Quando o povo via a coluna de nuvem parada à entrada da tenda, todos prestavam adoração de pé, cada qual na entrada de sua própria tenda. 11. O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Depois Moisés voltava ao acampamento; mas Josué, filho de Num, que lhe servia como auxiliar, não se afastava da tenda. 12. Disse Moisés ao Senhor: “Tu me ordenaste: ‘Conduza este povo’, mas não me permites saber quem enviarás comigo. Disseste: ‘Eu o conheço pelo nome e de você tenho me agradado’. 13. Se me vês com agrado, revela-me os teus propósitos, para que eu te conheça e continue sendo aceito por ti. Lembra-te de que esta nação é o teu povo”. 14. Respondeu o Senhor: “Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei descanso”. 15. Então Moisés lhe declarou: “Se não fores conosco não nos envies. 16. Como se saberá que eu e o teu povo podemos contar com o teu favor, se não nos acompanhares? Que mais poderá distinguir a mim e a teu povo de todos os demais povos da face da terra? ” 17. O Senhor disse a Moisés: “Farei o que me pede, porque tenho me agradado de você e o conheço pelo nome”. 18. Então disse Moisés: “Peço-te que me mostres a tua glória”. 19. E Deus respondeu: “Diante de você farei passar toda a minha bondade, e diante de você proclamarei o meu nome: o Senhor. Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia, e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão”. 20. E acrescentou: “Você não poderá ver a minha face, porque ninguém poderá ver-me e continuar vivo”. 21. E prosseguiu o Senhor: “Há aqui um lugar perto de mim, onde você ficará, em cima de uma rocha. 22. Quando a minha glória passar, eu o colocarei numa fenda da rocha e o cobrirei com a minha mão até que eu tenha acabado de passar. 23. Então tirarei a minha mão e você verá as minhas costas; mas a minha face ninguém poderá ver”. –

  1. MOISÉS FALA COM DEUS

A. UM HOMEM EXPERIENTE.

Quando nos referimos a Moisés, falamos de um homem com muita experiência nas mais diversas áreas da vida humana.

O livro de Exodos relata que Moisés

Nasceu escravo (Êx 2.2), foi adotado por uma princesa egípcia (Êx 2.10) e morou no palácio por muitos anos como um membro da realeza.

Estudou com os maiores mestres da antiguidade e ainda jovem, já era um erudito e muito talentoso.

Vivendo no palácio, sentiu o coração apertar ao constatar o sofrimento do seu verdadeiro povo.

Após um triste episódio (Êx 2.12), ele retirou-se para o deserto e,

Ali, com as ovelhas e as cabras (Êx 3.1) aprendeu sobre cuidado, mansidão, paciência e simplicidade. Achava que sua vida tinha chegado ao ápice, mas estava equivocado.

Do meio de uma sarça que ardia (Êx 3.4), o grande Eu Sou o chamou para uma relevante missão (Êx 3.10):

Conduzir o povo de Israel em liberdade e segurança até a terra prometida!

O início da grande missão começa entre as pragas no Egito (Êx 7.20) e as constantes respostas negativas de Faraó (Êx 8.15).

Ele vivencia com temor o abrir do Mar Vermelho (Êx 14.21),
a água brotar da rocha (Êx 17.5),
mesmo com um povo fraco, ele vence as lutas contra os experientes guerreiros do deserto (Êx 17.13),

Moisés Viu pão cair do céu (Êx 16.4)
e colunas de fogo e nuvem cobrindo-os dia e noite pelo perigoso deserto (Êx 13.21).

Esse foi Moisés, um homem que mesmo vivendo tantas histórias, teve a ousadia e o privilégio de falar com Deus, face a face (Êx 33.11).

Esse é o lado virtuoso de Moisés. Coisas sobrenaturais aconteciam o tempo todo.

Mas há um outro lado da história que a gente não pode deixar de mencionar

Moisés liderava um povo complicado demais

Houve uma dificuldade enorme na missão de levar os israelitas até a Terra Prometida:

Vamos Ler (Êx 33.3, NVT)

“[…] Subam à terra que produz leite e mel com fartura. Mas eu não viajarei no meio de vocês, pois são um povo teimoso e rebelde. Se eu os acompanhasse, certamente os destruiria ao longo do caminho”.

O sentido literal desse texto apresenta uma característica extremamente negativa acerca dos antigos hebreus,

Eles eram teimosos, rebeldes, inflexíveis, intolerantes e relutantes.

Eles começaram a reclamar logo que saíram do Egito,

Aqueles escravos que tinham acabado de serem libertados,

Mantinham uma frequente rotinas de reclamações (Êx 14.11)

Eles murmuravam até mesmo dos milagres sobrenaturais que experimentavam.

Os antigos hebreus formaram um povo que, mesmo em meio a tantas bênçãos, que literalmente caía dos céus,

Só conseguiam ver o lado negativo da vida,

E muitas vezes, nem havia um lado negativo…

Mesmo assim eles gostavam de valorizar e exagerar os problemas de forma injusta (Êx 15.24).

Esse era o povo que Moisés conduzia no deserto.

Imaginem o tamanho dos desafios diários que ele enfrentou!

Se é doido! Só com muita oração mesmo!

C. Um líder de oração.

Acabamos de ver um pouquinho sobre operfil de Moisés e sobre uma das características mais marcantes do povo de Israel.

Se analisarmos essa combinação

Somadas a grande tarefa dada por Deus ao profeta, perceberemos a bucha que era sua missão.

Diante de tal desafio,

Moisés percebeu que precisava nutrir uma vida intensa de oração

E Que precisava também manter uma total dependência de Deus para ter êxito em sua caminhada.

Mesmo tendo muitas habilidades e possuindo um currículo e experiência admirável,

essas características não lhe garantiam o sucesso.

Os momentos de oração em que Moisés buscava a Deus representavam um verdadeiro refúgio frente as pressões e insatisfações de um povo mal-agradecido e murmurador.

Nesses momentos de oração Deus o consolava, fortalecia, direcionava e apresentava as soluções para as mais diversas dificuldades.

A oração tem esse poder e maravilhoso papel:

É em nossa conversa diária com Deus que ele nos ouve e aquieta nossa alma aflita.

Nossos imensos desafios não resistem aos efeitos de uma vida de oração aos pés do nosso Amado Pai.

  1. DEUS FALA COM MOISÉS FACE A FACE
  2. Como fala a um amigo!

A forma como Moisés se relacionava com Deus era impressionante.

O texto bíblico nos revela que o Senhor falava com Moisés face a face, da mesma forma como nos dirigimos aos amigos mais chegados.

É esse o relacionamento que Deus quer ter com cada um de nós:

Uma relação onde possamos conversar abertamente,

convictos de que o Pai ali está,

pronto a ouvir-nos e também a tocar os nossos corações, com sua vontade.

  1. “Te conheço pelo nome” (Êx 33.12).

Moisés, em seu diálogo na busca pela presença de Deus, faz menção da expressão “Eu te conheço pelo teu nome”.

Essa é uma fala que faz referência a algumas passagens bíblicas (Gn 18.19; Jr 1.5; Jo 10.14; 2Tm 2.19) e nos revela um fato de grande relevância:

Deus conhece seus filhos e suas filhas!

O texto bíblico nos permite visualizar um processo contínuo de conhecimento onde Deus se inclina e percebe na vida de alguém sentidos, intenções, práticas, desejos e comprometimentos.

No Evangelho de João, há um texto que ilustra bem esse entendimento: “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido” (Jo 10.14).

Jesus, nessa passagem, deixa claro que o “conhecimento” se dá através de um processo que envolve “relacionamento” e “troca” entre aquele que conhece e o que é conhecido.

Assim como Moisés, será que podemos nos dirigir a Deus e clamar: “[…] Senhor, tu disseste: Conheço-te pelo teu nome”?

Meus amigos, como eu anseio viver essa benção em minha vida!

III. MOISÉS ROGA A DEUS A SUA PRESENÇA

  1. Sede por Deus! Prioridade.

Na oração que encontramos no texto estudado, encontramos um momento que nos ajuda a entender a própria essência do líder israelita: “Se a tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui” (Êx 33.15).

Essa fala mostra alguém que tinha clareza de suas prioridades!
Moisés já havia conquistado uma nova oportunidade para o povo murmurador e teimoso, mas não estava satisfeito.

Deus lhe afirmara que não iria mais junto deles, mas que enviaria um anjo para tal feito (Êx 33.2,3).

Porém, o “líder que orava” tinha uma prioridade inegociável: A presença de Deus! Ele clamou ao grande Eu Sou: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êx 33.18).

Caro jovem, quais são as suas prioridades?

Qual o “tesouro” da sua vida? A Bíblia nos afirma que “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21).

O povo apenas queria ter uma vida confortável e, por isso, quase perdeu a promessa.

Moisés queria a presença vivida de Deus por completo em sua vida e experimentou um relacionamento com Deus que jamais foi superado na história de Israel (Dt 34.10-12).

O povo queria a bênção, o “líder que orava” queria o próprio Deus. Qual é a sua escolha?

  1. “[…] me verás pelas costas […]” (Êx 33.23).

A expressão “me verás pelas costas” nesse enunciado revela um significado totalmente diferente do “dito popular”.

Ver um “pouquinho” das costas de Deus foi suficiente para Moisés nos ensinar uma maravilhosa lição acerca da verdadeira adoração e o desejo pela presença de Deus!

Vamos entender melhor essa história nas linhas a seguir.

Deus deseja que tenhamos um relacionamento íntimo com Ele!

São várias as passagens bíblicas que nos demonstram essa verdade (Jo 4.23; 10.27; Jr 33.3; Sl 3.4) e precisamos estar atentos à voz divina que nos convida!

Moisés pede ao Pai que lhe mostre a sua glória num sinal destemido, porém respeitoso, de profundo anseio pela presença divina.

Rapidamente, o líder é advertido sobre a dimensão da glória de Deus e os seus efeitos caso fossem contempladas por Ele.

Mas, o falível homem tocou de forma tremenda o maravilhoso Deus.

Moisés havia pedido algo que se tornara precioso aos olhos do grande Eu Sou: Ele queria sentir Jeová em toda a sua magnitude.

Deus, movido por tamanha ousadia, buscou uma forma de permitir-se ser visto pelo líder (Êx 33.21-23).

É agradável a Deus que os seus o desejem e o busquem em espírito e em verdade (Jo 4.23). Viva essa verdade na sua vida.

CONCLUSÃO
Hoje podemos aprender acerca da vida de oração de um grande líder, Moisés.

Um dos grandes segredos deste homem repousava em sua rotina de oração e extrema dependência divina.

Juntamente com os seus colegas de classe, busquem por momentos cada vez mais significativos de oração e se permitam experimentar tudo o que Deus tem a nos oferecer.

Façam com que seus relacionamentos com o Pai Amado sejam prioridade em suas vidas! Os frutos dessa decisão serão incalculáveis.


domingo, 12 de setembro de 2021

Moisés na escola da oração

 

Moises na escola da oração

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Em 2010, depois de participar da conferência Livres, estava dirigindo de volta pra casa, levando minha esposa e o Luan… mas naquele tempo eu não sabia andar de carro em SP. Me perdia sempre.

Acabei pegando o Rodoanel, que tinha sido inaugurado recentemente.

Dirige por uns 30 minutos… naquela estrada, escura, sem sinalização e sem retorno. Que sufoco!

Hoje em dia, o Waze tem uma narradora que se chama Alessandra. Em 2010 eu não tinha o waze mas já tinha a Alessandra… só que a minha Alessandra é mil vezes mais brava que a Ale do Waze.

Lembro-me que na ocasião, por dentro eu gritava a Deus: “Por que você não me dá um sinal, uma luz no céu para que eu saiba o que fazer?”

Gente, não seria incrível se recebêssemos um sinal no céu, toda vez que nos precisássemos tomar com uma decisão?

É interessante, porém, que nós, humanos, não pedimos a um sinal de Deus em todas as nossas decisões.

Tenho a impressão que a gente só quer um sinal de Deus no céu em certas decisões. (Geralmente nas grandes decisões)

Deus, qual universidade eu devo ir?
Com quem devo me casar?
Ou devo mudar de emprego?
Em cada caso, queremos que Deus nos mostre um sinal. Qualquer sinal serve.

Com Moisés, o grande líder dos Hebreus do Antigo Testamento, não foi diferente.

Ele queria que Deus lhe mostrasse um sinal também.

Em certa ocasião, Moisés ficou sozinho com Deus, na Tenda do Encontro, longe do resto dos hebreus, para buscar direção.

Ele queria outro sinal divino, um palpite ou uma premonição celestial.

Afinal, ao longo da sua jornada, ele testemunhou algumas demonstrações visuais bastante notáveis.

Ele viu uma sarça arder.
Um cajado que se tornou uma cobra.
Mar se abrindo ao meio.
Coluna de fogo guiando a multidão à noite.
Nuvens conduzindo de dia.
Maná, caindo do céu todas as manhãs.

Impressionante né?

Mas agora Moisés quer mais esclarecimentos.

Então ele vai pro quartinho da oração e ora, não muito diferente de nós,

“Olha, Senhor…. você me disse: ‘conduza este povo’, mas você não me disse que Coré também viria com a gente.

Olha Senhor, você me disse: ‘que me conhece pelo nome, e que se agrada de mim’.

Se realmente isso é verdade, por favor Senhor,
revela-me os teus propósitos.

por favor, Senhor ensine-me Seus caminhos,
e eu Te conhecerei e e continuarei sendo aceito por Ti.

E não se esqueça Senhor: esta nação é o Seu povo” (Ex. 33:12-13).

A oração de Moisés é muita parecida com a nossa, não é mesmo?

Desde os tempos mais antigos, somos um povo faminto por orientação. Ansiamos por direção.

Somos como os caminhantes do deserto clamando a Deus: “Mostre-me o caminho! Dê-me um sinal!
Apenas um sinalzinho, para que eu possa vê-lo.”

Então Deus oferece algo melhor do que um sinal

Esta foi a melhor coisa que Deus poderia oferecer a Moisés. Deus prometeu a Moisés sua presença.

Deus respondeu à oração de Moisés dizendo: “o sinal que eu te dou é que a Minha Presença irá com você, e eu lhe darei descanso” (Ex. 33:14).

Deus liderou pessoal e providencialmente Moisés e a nação de Israel.

Deus ofereceu algo melhor do que um sinal; ele prometeu ser o Guia deles. Ele prometeu acompanhá-los, estar com eles.

Ele não é um Deus que só vive na poltrona celestial, mas sim um Deus que escolheu descer e viver entre seu povo.

Deus não forneceria um sinal no céu; mas ofereceria sua mão a Moisés e seu povo e caminharia com eles, lado a lado, amigo com amigo.

Em nossa caminhada, podemos buscar um sinal, mas Deus fornece algo melhor – ele mesmo. Ele

O melhor sinal para um cristão vem do nosso relacionamento contínuo com Deus. Ele quer que o conheçamos.

Ser guiado por ele faz parte desse relacionamento.

Os sinais são temporários; mas o relacionamento é permanente.

Os sinais podem ser mal interpretados, ou nem serem vistos.

Mas Deus, presente em nosso coração através do Espírito Santo, quer nos guiar a cada passo da nossa jornada, não apenas nas grandes decisões.

E ele faz isso andando conosco, estando em relacionamento conosco.

Foi essa presença, esse relacionamento que Moisés experimentou.

Um dos indicadores mais reveladores da vida de Moisés é encontrado em Êxodo 33:11. ” O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo.” (Ex. 33:11a).

Este versículo fala da realidade e profundidade da comunhão entre Moisés e Deus. Moisés era amigo de Deus, não porque ele fosse perfeito, talentoso ou poderoso.

Eles eram amigos porque os amigos confiam uns nos outros, conversam uns com os outros e compartilham interesses comuns.

Moisés nunca soube para onde estava indo com Deus,

Deus nem sempre forneceu uma sinalização para orientá-lo, mas não importava.

Mas Moisés sabia com quem estava indo, e isso era tudo o que importava.

Moisés era uma pessoa real que tinha encontros reais com um Deus real.

Esse relacionamento lhe proporcionou a direção e a orientação que ele desejava

Se quisermos conhecer a vontade de Deus, devemos conhecer Deus.

Nossa orientação depende do nosso relacionamento com Deus.

Se procurarmos o Guia mais do que orientação, poderemos ver o sinal que estamos procurando.

Além disso, receberemos alguns benefícios maravilhosos. E quem aqui não gosta de um benefício.

  1. Teremos um companheiro! (Vs. 14) Êxodo 33: 14. “Eu mesmo te acompanharei”.

Independentemente da nossa condição ou circunstância, Deus está conosco.

Nossas situações não mudam Deus. É Deus que muda nossas situações!

O Deus do universo caminha conosco. Ele é nosso companheiro, nosso amigo. O mundo inteiro pode nos abandonar. Mas Deus nunca vai. Temos a palavra dele sobre isso.

  1. Vamos experimentar descanso (vs. 14)

“… e lhe darei descanso” (Ex. 33:14).

O descanso que o texto refere aqui, não é como um dia de feriados ou férias remuneradas.

Mas é uma calma e uma segurança que só vêm através da caminhada com Deus.

Lembra daquele desastre do ônibus espacial Challenger?

os principais funcionários da NASA tomaram uma péssima decisão de prosseguir com o lançamento da nave, depois de trabalhar vinte horas seguidas e dormir apenas duas a três horas na noite anterior.

A falta de descanso causou um erro que custou a vida de sete astronautas e quase anulou o programa espacial dos EUA.

O acidente industrial em Chernobyl, ummais notórios de todos os tempos – ocorreu no meio da noite com operadores estressados por fadiga.

O descanso nos dá a resistência física e emocional para fazer os julgamentos corretos.

Quando descansamos, ficamos em solitude.
É a solitude que nos dá sabedoria.
A sabedoria nos dá as ferramentas necessárias para encontrar o caminho de Deus.

O descanso é um testemunho de confiança.

Vou contar uma história:

Havia dois pássaros empoleirados no mais alto prédio de uma cidade movimentada. Lá de cima, eles observavam as pessoas ocupadas correndo de lá pra cá.

O jovem pardal perguntou ao experiente Pardal: “Por que esses humanos corram tanto de um lado para o outro?”

O Pardal mais velho respondeu, “talvez eles ainda não perceberam que têm um Pai celestial como o nosso, que se importa com eles

Um grande benefício de viver na presença de Deus é que podemos nos aconchegar perto de nosso Pai Celestial, sabendo que podemos descansar confiantes, seguros e vitoriosos.

  1. Seremos distinguíveis (vv. 15-16)

Por causa da presença de Deus, somos pessoas santas e distinguíveis.

Não somos diferentes por causa do que fazemos, mas sim por causa do que Deus faz em e através de nós.

Quando Estamos conscientes da presença de Deus; isso afeta nossa conversa, nosso comportamento e nossos pensamentos.

É pior do que ter o pastor jogando bola com você. Ninguém briga, ninguém xinga. É maravilhoso!

A presença de Deus nos faz pensar diferente, agir de forma diferente, falar diferente, amar de forma diferente e servir de maneira diferente.

Pedro apóstolo vai dizer o seguinte:

“Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês. – Bíblia” (I Pedro 1:17, HCSB).

A presença de Deus que nos acompanha nos chama a nos destacar na multidão, a sermos distintos, separados e incomuns. Ele nos chama para sermos diferentes.

  1. Seremos conhecidos (vs. 17)

“O Senhor disse a Moisés: “Farei o que me pede, porque tenho me agradado de você e o conheço pelo nome”. – Bíblia’ (Ex. 33:17).

Você consegue imaginar ser conhecido por Deus? O encontro com Deus é uma experiência íntima.

Nós o conhecemos e ele vem nos conhecer. Você consegue imaginar o significado que isso nos dá? O Criador do universo nos chamando pelo nome.

Vendo os sinais no espelho retrovisor

Talvez, você esteja triste por achar que Deus não nos fornece sinais.

Calma! Na verdade, Deus fornece sinais para nós. Mas eles não são como sinais de trânsito, sinais direcionais, ou sinais em outdoors

Eles estão lá, mas às vezes não os vemos. Quando estamos andando com Deus, quando sua presença nos acompanha, seus sinais estão ao nosso redor.

A. O sinal de sua glória (v. 18)

“Então Moisés disse: ‘Por favor, deixe-me ver sua glória'” (Ex. 33:18).

A glória de Deus é o sinal brilhante, majestoso e pesado da presença de Deus.

Michelangelo orou: “Senhor, faça-me ver sua glória em todos os lugares.”

Os Céus declaram isso. A criação testemunha isso.

A igreja incorpora isso. Os cristãos refletem isso. A glória de Deus está ao nosso redor.

Moisés veio a entender, sentir e ver a glória de Deus. Mas Moisés não viu a totalidade da glória de Deus e nem nós veremos.

B. O sinal de sua bondade (v. 19)

E o Senhor disse: “‘Farei passar toda a Minha bondade na sua frente…” (Ex. 33:19).

A palavra bondade se refere à manifestação ou essência dos atributos gloriosos de Deus, na maioria das vezes pensados como as obras de suas mãos.

A bondade de Deus é a experiência concreta do que Deus fez e está fazendo na vida do seu povo.

Moisés experimentou a bondade de Deus várias vezes, mas não testemunhou toda a bondade de Deus.

C. O sinal de sua graça (v. 19)

E o Senhor disse: “… ‘Serei gracioso com quem serei gracioso, e terei compaixão de quem tiver compaixão'” (Ex. 33:19).

A graça de Deus é seu favor imerecido, uma expressão de seu coração.

O coração de Deus é de amor e compaixão.

Muitas vezes em nossa jornada, pecamos e podemos merecer juízo, mas Deus nos concede o favor, a personificação de sua graça.

Quando Deus está nos guiando, na maioria das vezes, só veremos esses sinais depois.

É como olhar nos espelhos retrovisores de nossas vidas,

Olhamos para trás, vendo como Deus fez com que uma situação ruim cooperasse para o nosso bem.

Moisés queria ver a glória de Deus – ele queria um sinal e ele teve.

Deus disse que podemos ver os sinais o tempo todo

O Senhor diz: – minha bondade, minha graça – estão ao seu redor.

Mas se você quiser uma aparência visível – uma teofania – faça o seguinte: “Aqui está um lugar perto de Mim.

Você deve ficar na rocha, e quando a Minha glória passar, eu o colocarei na fenda da rocha e te cobrirei com a Minha mão até que eu tenha passado. Então tirarei minha mão, e você verá minhas costas, mas meu rosto não será visto” (Ex. 33:21-23).

Moisés fez o que foi instruído. Ele ficou na fenda da rocha e Deus passou. Uma aparência visível, desta vez em forma humana. Moisés o viu, não o rosto, mas as costas.

Conclusão
Nós também, quando guiados por Deus, não vemos o rosto de Deus, mas as costas dele. Por que isso? Não podemos ver o rosto dele, porque não podemos vê-lo chegando. Vemos as costas de Deus, porque vemos onde ele esteve e o que ele fez no passado.

Não antecipamos, ou adivinhamos Deus. É somente após uma longa reflexão que finalmente ficamos impressionados com o que Deus tem feito o tempo todo.

Tem sido minha experiência que Deus nem sempre aponta o caminho, mas ele lidera o caminho. Quando olho para trás, vejo essas lideranças. Espero que você também.

ORAÇÃO


Senhor, agradecemos pela verdade que acabamos de analisar. Confessamos que muitas vezes nos sentimos como Moisés. Sentimos que nossos problemas são muito grandes para nós, nossa vida é muito exigente, nossas pressões são muito grandes, nossas circunstâncias são muito complexas para resolvermos e nos ressentimos de sermos solicitados a fazê-lo. Perdoe-nos, Senhor. Conceda-nos que, a partir desta oração de Moisés e das experiências de nossas próprias vidas, também aprenderemos que você é um Deus de recursos infinitos, de incrível sabedoria, de infinita paciência e compreensão, e que você trabalha esses assuntos se apenas confiarmos. Ajude a nossa incredulidade. Oramos em nome de Jesus, Amém.


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